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Moshe Safdie ensina como construir o algo único na arquitetura

O único é questão de criatividade, a criatividade é considerada uma capacidade humana de grande valor universal. Qualquer pessoa pode ser criativa, no entanto só precisa ter os estímulos corretos, é preciso olhar para a criação e relacionar com a localização e com o público.

Trabalho
7 meses atrás
Moshe Safdie  ensina como construir o algo único na arquitetura

Moshe Safdie, o grande criar de coisas únicas

“Encontrar o que é único tem a ver com lidar com todo o poder da globalização que singularidade é algo central na busca pelo que é único em um local e pelo que é único em um programa em um prédio.” Disse o arquiteto Moshe Safdie em uma palestra TED de março de 2002.

O arquiteto Moshe Safdie trabalha muito bem o conceito de único, em 1995 ele criou um museu de ciência bem no centro de Wichita, Kansas, perto do rio.

“O projeto era complexo, mas havia algo arbitrário sobre a sua complexidade. Era, o que eu chamaria, complexidade de composição e eu senti que tinha de cumprir o que havia mencionado: um prédio para ciência. Tinha que haver algum tipo de idéia criativa — algum tipo de geometria causal. E isso deu origem à idéia de utilizar a geometria causal toroidal, com o centro — um dos seus centros profundo na terra para o prédio no lado do continente, e um toro circular com seu centro no céu para o prédio na ilha.” Conta Moshe Safdie.

Um toro circular é como uma rosca. Moshe Safdie costuma sempre tornar seus projeto no mais fantástico possível. A geometria toroidal fez o prédio muito eficiente.

Em 1976, Moshe Safdie projetou um museu em memória das crianças em um museu do Holocausto em Yad Vashem, em Jerusalém. Novamente ele utiliza pensamentos únicos, para tornar a criação algo surpreendentemente emocionante.

“Eu disse “nada de prédio”; havia uma caverna no local. Nós colocamos um túnel até o morro, descendo através da rocha até uma câmara subterrânea. Há uma antessala com fotografias das crianças que pereceram e daí você entra em um espaço amplo. Há uma única vela, brilhando no centro. Através de um arranjo de vidros reflexivos, este reflete infinitamente em todas as direções. Você anda pelo espaço, uma voz lê os nomes, idades e local de nascimento das crianças. Essa voz não se repete por seis meses. E daí você desce em direção à luz, ao norte e à vida.” Disse o arquiteto Moshe Safdie.

Tanto que a obra foi um sucesso, e depois o Ministro Chefe de Punjab, Badal, convidou diretamente Moshe Safdie para construir um museu nacional para contar a história do povo de Punjab.

O arquiteto então, seguiu para Anandpur Sahib, perto de Chandigarh, a capital de Punjab. “Minha proposta era dividir o museu em dois: as exibições permanentes em um lado, e o auditório, a biblioteca, e as exibições temporárias do outro lado. Inundar o vale com uma série de jardins aquáticos, e conectar tudo ao forte e ao centro da cidade, e as estruturas surgem dos penhascos de areia. Eles foram construídos em concreto e arenito; o teto em aço inoxidável. Eles estão voltados pro sul e refletem a luz em direção ao templo, pedestres entrelaçando-se de um lado até o outro. E quando você vem do norte é tudo alvenaria crescendo a partir dos penhascos de areia, vindo do Himalaia, e evocando a tradição da fortaleza.” Revelou Moshe Safdie.

É incrível como Moshe Safdie pensa para criar seus projetos, e tudo o que ele faz é relacionar ao termo beleza, ele pensa nas coisas buscando a beleza. A beleza no sentido mais profundo de adequação, ou seja, critério de verdade baseado na busca de conformidade, identidade, semelhança entre um conhecimento e o objeto que lhe corresponde no mundo concreto; ajustamento exato entre o intelecto e a realidade material.

Para completar, Moshe Safdie encerra dizendo um poema que escreveu anos atrás. “Aquele que busca verdade encontrará beleza. Aquele que busca beleza encontrará vaidade. Aquele que busca ordem, encontrará gratificação. Aquele que busca gratificação, será desapontado. Aquele que se considera um servo de suas criaturas companheiras, encontrará a alegria da expressão própria. Aquele que buscar expressão própria, cairá no poço da arrogância. Arrogância é incompatível com natureza. Através da natureza, a natureza do universo e a natureza humana, nós buscaremos a verdade. Se nós buscamos verdade, nós encontraremos beleza.”
Também há uma frase de Theodore Cook, um morfologista de 1917 que complementa o poema do arquiteto Moshe Safdie: “Beleza significa humanidade. Nós chamamos um objeto na natureza bonito porque nós vemos que sua forma expressa adequação, o perfeito cumprimento da função.”

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